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24/01/2004 01:43

Aqui também temos poesia !

Vasculhando meus arquivos, encontrei algumas "relíquias" que a muito não lia, trata-se de algumas poesias que escrevi à cerca de 2 ou 3 anos, sim, eu sujava algumas folhas com vários rabiscos, expressando todas minhas alegrias ou tristezas (essas eram a maioria) em versos. Faz um bom tempo, sendo assim um bom tanto do que é tratado nelas já não faz parte do atual "contexto" de vida que levo atualmente, mas não deixam de ter relevância afinal foi um tempo produtivo em termos de escrita, volta e meia eu me pegava com uma caneta rabiscando as últimas folhas do caderno, principalmente nas aulas insuportáveis de matemática. Então seguem duas, as quais são bem distintas, como feijão e arroz, uma de alegria outra de tristeza.
A minha queda por melancolia nas palavras devo muito a Manoel Bandeira, do qual sou fã incondicional, em meio a tuberculoses e lágrimas os versos que tanto comovem e incomodam.
Lá vai, ingênuas mas autênticas, infantis mas coerentes no que diz respeito à realidade vivida e absorvida em sua essência, afinal o que importa...


Da Janela

Da janela o mundo continua
O frio de uma manhã de inverno
Vento que gela os lábios
Que faz tocar a música...
Música para as árvores dançarem
O sol, mesmo que tímido
Da o ar da sua graça
Sensação de prazer nos olhos
Na mente a nostalgia
Lembrança, lembranças...
Voltar no tempo não preciso
Pois de uma manhã como essa
Aflora o desejo
Desejo do infinito
Da continuidade
Da incerteza
Do caminho
E é ai que está a graça de tudo
Viver
Pois a cada dia tenho uma certeza
A certeza de que
Da janela o mundo continua
Sempre...


Suicídio Entorpecido

Vou beber a amargura
Vomitar a dor que dilacera
Lâminas e cordas vêm a mente

As lágrimas tem o peso do mundo
No fundo do copo as atitudes
Uma dor que perfura, vai fundo
Amor! Porque me confundes?

Na mente embaralhada
O consciência questiona
Como jogar na vida?
Superficialidade estúpida

Mas ao longe, no fundo,
onde a luz se mostra ausente
Não existe a sorte
Ela está escondida
Seja bem vinda
Morte


enviada por eder






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