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06/11/2004 14:25
O QUADRO
O sol todos os dias é o mesmo
Onipotente, esconde a lua e esquenta corações
Minha vida todos os dias é a mesma
Monotonia e nada de emoções
O sol dita as regras, o mundo acontece com a luz
Que regras dito em minha vida não sei
Dia após dia nada nessa vida me seduz
Vivo no passado,
Nostalgia
Relembrar me traz paz e alegria
Quando o sol se esconde lá no alto daquelas montanhas
Perto da árvore onde demos o primeiro beijo
Iniciais dentro de um coração
O tom alaranjado do céu
Iluminava todo gramado, com um verde quase vivo
O vento espalhando seus cabelos dourados
E o sorriso. Ah Deus, nunca vou esquecer aquele sorriso
Uma pintura, para ser emoldurada e guardada em um local seguro
Lamento o sol ir embora e deixar tudo no escuro
Mas o sol dita as regras
E aquele beijo foi o último
A escuridão expandiu-se dentro de mim
Todos os lados o vazio, o nada a falta de sentido
O sol se escondeu no horizonte e te levou de mim
A vida dá calafrios
O breu invade a alma
Sinto arrepios, perdi a calma
Como pode tudo desmoronar,
A árvore ainda está lá,
O relevo dos nomes gravado em seu tronco
Nem a chuva irá apagar
Meus dias agora são todos de pura monotonia
Mas o sol dita as regras
O dia nasce e se prolonga
A flor nasce e floresce
O amor nasce e permanece ,
Ele está lá na moldura esperando você
A obra de arte que você me fez viver
Estarei esperando o sol aparecer
Para completar as cores que faltam
Na aquarela das nossas vidas
Leia mais em: www.devaneiosdocotidiano.zip.net
enviada por eder
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